"As pessoas são hipócritas, dizem que querem a verdade, mas vivem constantemente na mentira por terem medo de mostrar as suas reais vontades." Dr. House


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quinta-feira, 30 de março de 2017

O amor e sua duração...

Olá Pessoas,

Retorno ao blog para postar um texto que encontrei na Zero Hora de 17, 18 de setembro de 2016.
Vou colocar na íntegra com todas a informações e contatos do escritor antes que algum maluco aqui resolva dizer que estou plagiando o texto do Paulo Germano.

Seguem as informações dele:

Paulo Germano
paulo.germano@zerohora.com.br

Quem se importa com um amor que dura

Por que a duração de um amor importa tanto? Tenho pensado nisso. Conheço casais que atravessaram décadas de infelicidade e conheço casais que duraram um ano, mas esse aninho foi suficiente para mudar suas vidas, para fazê-los crescer, para lhes mostrar novas visões de mundo e novos paradigmas de bem-estar e respeito.
Vivi um amor assim. Primeiro, chorei pensando que seria para sempre. Quero sempre que seja para sempre. Reconheço que ainda sonho com o amor eterno, com aquela mulher que me dará filhos em três anos e sopa na boca aos 60 anos, nós dois em 2076 abraçando um bisneto que engatinha pelado e toda essa baboseira romântica, mas tenho aprendido a celebrar o que tenho e o que tive, já que não sei o que um dia vou ter.
Tive a sorte de viver relações que, agora (quando tento ser menos exigente comigo), me fazem concluir que a duração não é a primeira coisa que devo almejar. A primeira coisa é que valha a pena. Que me transforme, me toque e me enriqueça. Se o propósito maior for fazer durar, então o amor será um repositório de concessões para que aquilo dure. Concessões são importantes, fundamentais eu diria, mas Contardo Calligaris certa vez escreveu o seguinte: "Amar não significa fechar os olhos para os defeitos do outro, mas achar graça neles."
Quer dizer: eu aqui, por exemplo, sou um amarrado - demoro muito para tomar banho, para me arrumar, para sair do trabalho, para escrever esta crônica. Sei que conviver comigo tem seus dissabores, mas também sei que um relacionamento deixou de valer a pena no momento em que a mulher, em vez de achar graça na minha atrapalhação, irrita-se com minha lerdeza. Se neste caso priorizamos a duração, talvez estejamos trocando uma separação oportuna por concessões que mais nos oprimem do que enobrecem.
Com frequência , a dor maior, quando uma relação termina, não é ver a pessoa indo embora - é ver o projeto se esfarelando. O projeto de ter alguém por perto em 2076, oferecendo sopa na boca depois que os filhos cresceram, depois que a casa da praia virou uma opção para morar. Mas colocar o projeto na frente da pessoa é valorizar a duração antes da própria pessoa. Já fiz isso e ainda faço.
Só não quero mais chamar de fracasso um amor que acaba.
Porque aquele amor que nos fez crescer, que abriu horizontes, que ajudou a entender o que queremos  - e o que nunca mais vamos querer -, este é o amor que fica, ainda que termine.  É um amor que nos fará viver melhor o amor seguinte. Dizem que os casamentos hoje duram menos porque ninguém suporta a primeira divergência. Tenho minhas dúvidas. Quero um amor para sempre, mas é ótimo que eu possa interrompê-lo sempre. É ótimo que eu possa agora olhar para trás e, com a ajuda do passado, entender o que espero do amor que virá ali adiante.



Agora a minha opinião:

Concordo plenamente com o texto do Paulo. As pessoas, pelo menos a maioria delas, se baseiam no tempo para tomar alguma decisão.
Quando uma pessoa é casada por 12 anos, por exemplo, e comunica aos conhecidos que se separou a primeira reação dos outros é: "Se separar? Mas vocês estão juntos há 12 anos!"
E o que a porcaria dos 12 anos te a ver com isso?
As pessoas se separam porque chega algum momento em que o relacionamento não dá mais para levar adiante. Um casal pode se separar depois de um ano de convivência.
Vocês já notaram como o ser humano é engraçado?
Se um casal se separa depois de 12 anos é um absurdo porque são 12 ANOS! Então é mais lógico que o casal continue por mais 12, 24 anos e assim vai.
Se um casal se separa depois de 1 ano também há comentários sobre a duração curta do relacionamento, como se as criaturas tivessem a obrigação de permanecer juntos até que a morte os separe.
Há o exemplo da separação da Fátima Bernardes e William Bonner depois de 26 anos. Os fãs do casal ficaram arrasados e chocados. Mas por quê? Os dois foram convivendo e com o tempo acabaram decidindo ir cada um para o seu lado. Eles se separaram porque a vida do casal, por alguma razão, começou a ficar desgastante. De repente um deles se cansou de uma mania do outro, ou um deles pensava só em si e queria mudar o outro, ou houve alguma traição e não houve mais jeito de ficar junto.
Ah, mas são 26 anos! Alguém pode dizer. Então as criaturas têm que permanecer juntas por mais 26 anos?
E se eles se separassem depois de 2 anos? Aí teria um mala sem alça para criticar que o tempo foi muito curto para que eles se conhecessem melhor antes de se separar.

Resumindo: o ser humano nunca está satisfeito com nada e adora dar opinião na vida dos outros.

Eu concordo com o Paulo quando ele diz que o que importa é a qualidade. 
Mas é óbvio que a qualidade deveria ser priorizada sempre!
Como é que a criatura escolhe viver com o outro sem se preocupar com isso? Acredito eu que as pessoas quando decidem casar é porque querem partilhar uma vida juntos, ter um amigo, um companheiro, ser feliz. Mas, se com o tempo isso não acontece, melhor cada um seguir seu rumo.
Tem gente que aguenta décadas ao lado do outro que nem ama mais porque é conveniente, cômodo ou porque tem medo da solidão. Mas vale a pena desperdiçar anos de vida levando uma situação que já não tem volta? Vale a pena permitir que o outro te faça infeliz, tente te mudar e não te respeite só porque vocês estão há 12, 26 ou 40 anos juntos?
O objetivo das pessoas casarem (exceto os casamentos por interesse) é, no mínimo, ser feliz. Agora quando um resolve querer mandar, obrigar o outro a fazer o que não quer e o mais absurdo de todos, não respeitar o outro, não haverá tempo do mundo que concerte isso. Na minha humilde opinião, um casamento só da certo quando, antes de tudo, há respeito. Primeiro as pessoas devem se respeitar antes de qualquer coisa. Como tu vais amar alguém que não te respeita? E como tu podes amar alguém se tu não a respeita?
Não adianta jurar amor eterno se ao longo do tempo o casal perder o respeito um pelo outro.
Simples assim.
Dizem que estamos aqui para evoluir e aprender, então quando a pessoa percebe que não está mais sendo feliz e que o respeito há muito se foi, mesmo que seja dolorido e complicado, o mais sensato a fazer é encerrar o capítulo e seguir em frente.
Mesmo que seja provada a vida após a morte, nosso tempo aqui é finito e não há lógica em desperdiçá-lo com pessoas que não te respeitam. Antes de tudo deve haver o respeito por si mesmo. Se tu não te respeitares e te anulares em prol do outro não terás argumento algum para exigir o respeito do outro e ainda estará jogando anos preciosos da tua vida fora. E o que foi não volta mais.
Então enquanto não criam uma máquina do tempo para arrumar as cacas que fizemos ao longo de nossas vidas, o melhor ainda continua sendo o respeito. 
Quando não fazemos ao outro o que não queremos receber é possível sim manter um casamento feliz, saudável e duradouro até que a morte os separe. Amém.

Bem Pessoas, por hora era isso. Fico por aqui já pensando no assunto da próxima postagem.
Pretendo fazer um vídeo lá no meu canal no Youtube Verdade mentirosa, mentira verdadeira, sobre esse mesmo assunto. Logo que o vídeo estiver pronto, avisarei a vocês.
Até a próxima e...
Respeito acima de tudo.




segunda-feira, 17 de junho de 2013

Escada Assassina

    Olá,


            Ontem, assistindo o Fantástico, vi uma reportagem que me fez dar risada.
            Tratava-se de uma criança de 3 anos que caiu na escada rolante no shopping e morreu. A assessoria de imprensa do shopping disse que a criança foi até escada e, ao segurar-se no corrimão de borracha (corrimão forte esse, hein?) caiu da escada. Pasmem, a pessoa que “escreveu” a notícia informou que a criança caiu do 2° para o 1° piso! OH!! Puxa, e eu que pensei que ela tinha caído do 2° para o 3° piso, entendem? Caiu para cima... 
            OK, a criança foi levada para o hospital, mas não resistiu.
            Então a equipe do Fantástico mostrou pessoas responsáveis pela segurança e peritos em escadas rolantes. Eles falaram na possibilidade de aumentar os avisos que existem nas escadas e eu pergunto: QUEM É QUE LÊ ALGUMA COISA NESSE PAÍS? AINDA MAIS AVISO EM ESCADA ROLANTE!
            Tem outro trecho de outra reportagem que eu também anexei aqui que diz que a Polícia Civil vai investigar o caso, para ver se a criança estava sozinha, se ficou presa à escada e se houve falhas no equipamento.
            Por favor, tenham dó da minha mente, que não merece tanta bobagem. O que é que tem para investigar aí? No vídeo do Fantástico é possível ver direitinho a criança correndo SOZINHA para a escada rolante e, logo em seguida, acontece uma correria e muitas pessoas correm na escada para tentar, provavelmente, salvar a menina que, para uns foi arremessada pelo corrimão (forte corrimão) e para outros foi porque ficou com a roupa presa na escada. Sou mais da opinião do corrimão assassino do que da roupa da criança que prendeu na escada. Me corrijam se eu estiver errada, mas se a roupa prende na escada a tendência é descer e não subir, não é? Também acho estranho o corrimão ter arremessado a menina longe. Ela não parecia ser uma menina alta para a idade e eu me pergunto como é que uma criança pode ser arremessada pelo corrimão? Como ela estava correndo, pode ter posto a mão no corrimão, perdido o equilíbrio e, se fosse assim, teria rolado escada abaixo e não voado do 2º para o 1° andar (importante isso aí, hein gente!)
            Eu sou péssima em física, mas vamos aceitar que o corrimão assassino, da escada assassina tenha prendido a mão da criança de tal forma que a arremessou para baixo.
            A criança morreu e agora as “pessoas” (benditas pessoas) querem fazer uma análise do que aconteceu. Ora, por que colocar a culpa na escada rolante? Que é só uma escada que sobe e desce? A escada só foi uma consequência.
            A maior causa, os maiores culpados por essa situação lamentável são os pais da menina que a deixaram correr solta para a escada.
            Não é a escada, o corrimão ou o Diabo que são culpados, são os pais. Se a criança estivesse de mãos dadas com a mãe ou com o pai, nada disso teria acontecido, pois quando ela fosse correr, estaria segura pela mão. Mas não, esses pais devem ser daqueles que acham bonito a criança ficar correndo de um lado para o outro como um peão desgovernado, devem ser daqueles que se distraem com outras coisas e esquecem dos filhos. (Quantos pais e mães já deixaram seus filhos morrerem dentro do próprio carro, porque se ESQUECERAM deles?)
            Se eu estiver errada, assumirei meu erro sem problema algum, mas não dá para negar que a criança saiu correndo SOZINHA para a escada. O pai teria mais ombridade se assumisse que, por não ter cuidado com a filha, a perdeu para sempre, do que falar da escada rolante. Isso só mostra mais uma vez a características das pessoas em nunca assumirem a culpa. Imagina se vai ser ele ou a esposa que não cuidou da filha. Foi o corrimão que assobiou para a menina convidando-a a se jogar do 2° para o 1° piso (vamos lá, é a última vez dessa frase tão inteligente).
            Na verdade, eles já estão sendo punidos, pois conviver com a ausência de um filho, dia após dia, por si só já é uma pena para o resto da vida...
            E depois o corrimão que é o culpado...
           
 
 
 
 
 

Criança morre após sofrer acidente em escada rolante de shopping no RS

Menina de 3 anos caiu do 2º para o 1º piso na noite de sexta-feira (7).
Assessoria ainda não foi informada se haverá inspeção no equipamento.


Uma criança de três anos morreu na manhã deste sábado (8) no Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre, após ser internada devido a um acidente na escada rolante de um shopping de Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Segundo o hospital, ela foi transferida para a capital gaúcha dar sequência ao atendimento na madrugada, depois das 2h, mas não resistiu.
O acidente ocorreu por volta das 21h, dentro do shopping. A assessoria de imprensa do estabelecimento informou que a criança foi até o equipamento, e quando se encostou ao corrimão de borracha acabou sendo puxada, pelo lado de fora, caindo do segundo para o primeiro piso. Ainda conforme a assessoria, um bombeiro do shopping e um segurança prestaram socorro e acompanharam os familiares e a menina até o Hospital de Pronto Socorro de Canoas, onde foi internada ainda à noite.
Até a madrugada, a assessoria havia sido informada pelo bombeiro e pelo segurança que a menina havia sofrido traumatismo craniano e alguns ferimentos internos. O shopping deverá emitir uma nota nas próximas horas. A assessoria ainda não foi informada se a escada rolante passará por inspeção. O estabelecimento abre para funcionamento às 10h. Também de acordo com a assessoria, o shopping passou por inspeção recentemente.

O caso será investigado pela Polícia Civil, que deverá requisitar imagens do circuito interno de TV para analisar as circunstâncias do acidente. O inquérito deve apurar se a menina ficou presa à escada, se estava sozinha e se houve falhas no equipamento ou nos dispositivos de segurança no entorno. Os familiares que estavam com Luisa no momento do acidente, funcionários do centro de compras e testemunhas do acidente devem ser ouvidos esta semana.



sábado, 8 de junho de 2013

São pessoas...

Boa noite a vocês,


Hoje escrevo sobre duas situações que me irritam muito. Muito mesmo.

A primeira foi ontem, quando eu chegava em casa e tinha (pela segunda vez) o carro da dona do salão que fica ao lado da garagem, bem na entrada, impedindo que eu entrasse. Não pestanejei, coloquei a mão na buzina e esqueci. A criatura saiu fazendo um gestual para esperar. Eu não vi nada, pois não estava nem aí. Se eu ia trancar o caminho de outros carros, se ia atrapalhar pouco me importava. A única coisa que eu queria era que pessoa “inteligente” tirasse o carro da entrada da garagem para eu entrar, porque estava cansada e queria ir pra casa.

Após alguns minutos, a mulher tirou o entrave e eu pude finalmente estacionar. Certo, problema resolvido, agora me digam que droga tem uma criatura dessas na cabeça que ainda não se ligou que ali é entrada e saída de carro? O que mais me irrita é que a segunda vez que essa mesma criatura faz isso.

Para quê fazer isso? Se ela sabe que é garagem (até porque ela guardava o carro dela ao lado do meu) pra quê ficar trancando o caminho dos outros? Até pra ela não é legal. Por que ter alguém buzinando enlouquecidamente em seus ouvidos?

Será que isso é masoquismo? Porque não dá para entender isso. Se sabe que a qualquer momento alguém vai buzinar, pra quê deixar o carro no lugar onde é justamente isso que vai acontecer?

Olha, sempre digo e repito: não sou melhor do que ninguém (nem pior), até porque se eu fosse melhor, na certa não estaria nesse lugar sem noção chamado Terra. Mas, a verdade é que eu sempre procuro fazer as coisas de modo a não incomodar os outros, até porque eu não gosto de aglomeração. Fico imaginando se eu fizer tal coisa se vai trancar ou atrapalhar o caminho de alguém, então tomo as medidas necessárias para que eu consiga fazer o que quero e não incomode os outros. Por isso eu queria saber: por que as pessoas também não fazem o mesmo? Na certa seria muito melhor de se conviver.

 

E como se não bastasse, hoje vejo a mesma situação, só que ao invés de ser um carro trancando, foram pessoas trancando (como abomino pessoas!)

Voltei de meu horário de almoço e fui registrar a entrada no ponto eletrônico. Como trabalho em um prédio anexo à sede, tive de me deslocar até lá. O trajeto foi tranquilo, mas a entrada  na sede complicou. Havia um grupo de 5 ou 6 pessoas conversando onde? (Dou parabéns a quem acertar).

Exatamente, as criaturas conversavam quase em cima da porta de entrada, fazendo com que as pessoas que entrassem ou saíssem tivessem que se espremer para passar pelo grupo sem noção e educação.

Sendo assim, registrei minha presença e retornei ao saguão de entrada, onde as “pessoas” continuavam a conversar. A vontade que eu tinha era de dar uma “ombrada” nessa gente e dizer: “Bah, não se ligaram ainda que estão no meio do caminho?” Mas não fiz, acho que por educação, mas o homem que estava bem no meio caminho levou uma leve braçada minha e se ele falasse algo, eu diria: “Mas então libera o caminho para  as pessoas passarem sem ter que se desviar de vocês.” Mas não foi preciso dizer isso, porque em seguida eu estava na rua, voltando para minha sala.

            É impressionante isso: quando ando na rua principalmente com o meu filhote, procuro sempre sair da frente das pessoas caso seja necessário ou eu tenha que parar para ver alguma coisa na bolsa ou na mochila. Não fico parada no meio do caminho vendo as coisas como se só eu estivesse na rua e  que os outros que se danem. Eu tenho consciência que pessoas vêm atrás, então não vou atrapalhá-las para que não me atrapalhem, mas infelizmente não é assim. Eu penso dessa forma, mas a maioria das pessoas estão viajando na maionese e pensando sei lá em quê, por que em coisa que preste, com certeza não, senão o ser humano não faria tanta idiotice.

            Eu só queria uma resposta, só uma: o que é que essa gente está fazendo que não percebe que está atrapalhando? Como é que não se tocam que estão perto da porta e os outros têm que se desviar, às vezes, nem conseguindo entrar ou sair? E em 5 ou 6 cabeças de azeitona, será que não haveria um que se conscientizasse e dissesse para os outros: “Gente, estamos no caminho dos outros, vamos sair daqui.” Mas ninguém faz isso porque são um bando de alienados, que pensam que pensam que sabem alguma coisa, quando não verdade não sabem de nada e nem para as coisas mais simples, como sair da frente de uma porta, são capazes de fazer...

            Como eu sempre digo: São pessoas...